27 junho 2013

Daltonismo

Por Érica Lima

O daltonismo (discromatopsia ou discromopsia) é uma deficiência na visão que dificulta a distinção de uma ou de todas as cores, geralmente e na sua grande maioria, a dificuldade está em distinguir o verde e o vermelho. É um distúrbio ligado ao X. Jhon Dalton foi quem estudou pela primeira vez o distúrbio, já que ele mesmo era daltônico, então em sua homenagem o distúrbio leva seu nome.

Em seres humanos, a percepção das cores se dá pelas proteínas que absorvem luz nas  células cone da retina do olho e três dessas proteínas foram identificadas: uma absorve a luz azul, outra absorve a luz verde e outra a luz vermelha, e essas três cores são as cores primárias que quando se combinam, dão origem a todas as outras cores . O daltonismo se dá por uma deficiência em qualquer uma dessas três proteínas.

O tipo mais clássico de daltonismo está relacionado com a percepção defeituosa do vermelho e do verde, e como é um tipo de herança ligada ao X, a proporção de homens com o daltonismo é superior a das mulheres, já que o homem só tem um cromossomo  X e a mulher dois. Como as mulheres, na maioria dos casos, não possuem o distúrbio (são portadoras do gene, mais não possuem a doença), elas somente serão daltônicas se o seu pai for daltônico e se sua mãe tiver o gene do daltonismo e o transmitir, os homens afetados transmitem o gene do daltonismo para todas as suas filhas, porém, não transmitem a nenhum de seus filhos.


Infelizmente, o daltonismo não tem cura e o paciente aprende a conviver com o problema. Uma das formas mais simples de se diagnosticar o daltonismo é o teste abaixo, chamado de Teste de Ishihara ou lâminas pseudoisocromáticas que são quadros formados por pontos coloridos com algum número desenhado em uma determinada cor:


Um indivíduo normal enxerga o numero 71, enquanto o daltônico enxerga o numero 21.


Fontes:






16 junho 2013

Distrofia muscular de Duchenne

Por Érica Lima

A distrofia muscular de Duchenne é um sério distúrbio genético recessivo ligado ao cromossomo X e que afeta principalmente crianças do sexo masculino e foi Guillaune Benjamin Amand Duchenne quem pela primeira vez descreveu meninos com a distrofia que leva o seu nome. O gene defeituoso é transmitido pelo pai e pela mãe, que é assintomática. Os homens portadores dessa síndrome são estéreis.

É a mais comum e a mais grave entre todos os tipos de distrofias musculares existentes. Esse distúrbio afeta a musculatura esquelética progressiva e irreversivelmente, o que gera fraqueza em toda a musculatura, pela ausência da proteína distrofina na membrana muscular. Os sintomas começam a aparecer no inicio da infância, geralmente aos 3 anos de idade quando a criança começa a andar, então nota-se uma dificuldade no equilíbrio, demora para andar, freqüentes quedas, dificuldade ao subir escadas e fraqueza nos membros inferiores. As crianças portadoras da distrofia Muscular de Duchenne apresentam um sinal característico para se levantarem, que é conhecido como Sinal de Growers (levantamento miopático) em que elas realizam rolamentos para conseguirem ficar de joelhos e com os antebraços estendidos apóiam-se no chão levantando as nádegas e os joelhos para conseguir se erguer.


Outros aspectos da Distrofia muscular de Duchenne além do atraso motor é o atraso na linguagem e o retardo mental. Geralmente o portador da distrofia vai a óbito por volta dos 20 ou 30 anos devido a complicações cardíacas e respiratórias, esta última por complicações no funcionamento do músculo do diafragma.


Infelizmente ainda não existe cura para a distrofia muscular de Duchenne, porém, existem alguns estudos com células-tronco embrionárias que reconstituem os tecidos musculares degenerados pela evolução da doença. Existem algumas coisas que se pode fazer para melhorar as condições de vida desse paciente, que são as fisioterapias e hidroterapias associadas a medicamentos como corticóides, que ajudam a diminuir o processo inflamatório do músculo.


Fontes:

Distrofia mucular de Duchenne: um enfoquecinesioterapêutico

A  prática clínicaem doenças reumáticas – Distrofia muscular de Duchenne

O retardo mental na distrofia muscular de Duchenne

Distrofia de Duchenne

10 junho 2013


   Toxoplasmose na gravidez

Por: Any Doésia

A toxoplasmose é uma protozoonose cujo agente etiológico é o protozoário Toxoplasma gondii, que tem como hospedeiro definitivo o gato e outros felídeos, e mantendo como hospedeiro intermediário outras espécies de mamíferos, e algumas aves ( MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010).   
          É uma doença com ampla distribuição mundial, podendo ser congênita (adquirida durante a gestação) ou não (quando adquirida de outras formas). A incidência da infecção por Toxoplasma gondii varia dentro das comunidades humanas, dependendo dos hábitos alimentares, do contato com animais portadores da doença e das condições climáticas. Na maior parte, as infecções são pouco ou não sintomáticas, e o paciente soro converte, ficando imune (DINIZ, 2006). Essa doença não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra, com exceção das infecções intrauterinas, embora, já ter sido comprovado à transmissão da doença através de transfusões sanguíneas, transplante de órgãos de pessoas infectadas e acidentes laboratoriais (FILHO et al, 2005).




O gato é o hospedeiro definitivo do  protozoário Toxoplasma gondii
Fonte da imagem: http://www.brasilescola.com/doencas/toxoplasmose-congenita.htm
                                                             
         Sendo uma doença de importância para a saúde pública, alguns casos devem ser considerados com maior relevância, no que diz respeito ao agravo que essa doença pode resultar. Desse modo, um dos principais motivos de preocupação, são os casos de gravidez em que muitas mulheres por falta de cuidados e orientação acabam contraindo a doença e muitas vezes a transmitindo para o bebê (transmissão vertical), e com isso, trazendo consequências para a própria saúde e para a saúde do bebê podendo ser um problema bastante prejudicial e muitas vezes irreversível dependendo da gravidade do caso.

        Os ricos de transmissão da toxoplasmose para o feto é de 20%, 50% e 80% no primeiro, segundo e terceiro trimestre de gestação (DINIZ, 2006). Quando a transmissão para o feto acontece no primeiro trimestres de gestação os problemas causados no mesmo, são os mais prejudiciais. O recém-nascido pode ter encefalite (inflamação na parte do sistema nervoso central, incluindo cérebro, cerebelo e medula espinhal) e nascer com seqüelas. Em relação à visão, pode apresentar graves problemas como lesões oculares na retina dentre outras consequências. Geralmente nos primeiros três meses de gestação, os danos que o Toxoplasma gondii causa no feto (quando infectado) são bastante excessivos podendo a gestante sofrer aborto espontâneo (BONOTTO).
No caso se a doença for transmitida para o recém-nascido apenas no segundo trimestre de gestação, a criança poderá nascer prematura, com sinais de encefalite com convulsões, retardo mental, problemas oculares, dentre outras complicações.  Comumente a doença é transmitida para o recém-nascido durante o ultimo trimestre de gestação, quando isso ocorre, os danos causados são principalmente: pneumonia, miocardite ou hepatite associada a outros problemas (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010). Porém, muitas vezes o recém-nascido não apresenta os sintomas da doença, ou seja, apenas cerca de 15% a 20% das crianças com toxoplasmose congênita apresentam os sintomas da doença ao nascer, sendo que muitos dos sintomas são considerados semelhantes aos de outras infecções congênitas (DINIZ, 2006).
As medidas preventivas que devem ser tomadas pelas gestantes para se evitar a toxoplasmose, são as mesmas para qualquer outro caso diferente da doença, só que com cuidados redobrados. Dessa forma, deve ser precisamente evitado o consumo de carne mal cozida (forma mais comum de contagio) principalmente carnes de carneiro e de porco, lavar bem os vegetais e frutas, evitar o consumo de leite cru, evitar o contato com ambientes contendo as fezes dos animais transmissores da doença e com o próprio animal especialmente os gatos, incluindo também, cuidados básicos com a higiene pessoal e domiciliar.
            Muitas gestantes não apresentam sintomas da toxoplasmose, por isso, é importante a realização de exames solicitados pelo médico para detectar a doença. E quando diagnosticada ser realizado o tratamento adequado durante o acompanhamento do pré-natal (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010). Portanto, a melhor maneira de se evitar a toxoplasmose é a prevenção, principalmente pela dificuldade de tratamento da gestante e do recém-nascido e ainda, pelas grandes consequências trazidas durante a evolução da doença como sequelas e morte (DINIZ, 2006).

No vídeo você pode saber mais sobre a toxoplasmose, como se prevenir e o que fazer caso adquirir a doença.


REFERÊNCIAS:
BONOTTO, Ligia Beatriz. Principais riscos da toxoplasmose na gravidez. Disponível em:<http://www.oftalmopediatria.com/texto.php?ct=9&ano>. Acesso em: 02 de Dezembro de 2012.
DINIZ, Edna Maria de Albuquerque. O diagnóstico da toxoplasmose na gestante e no recém-nascido. São Paulo, 2006. Disponível em: <http://www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/1184.pdf>. Acesso em: 03 de Dezembro de 2012.
FILHO, Ernesto Antonio Figueiró et.al. Toxoplasmose aguda: estudo da frequência, taxa de transmissão vertical e relação entre os testes diagnósticos materno- fetais em gestantes em estado da Região Centro-Oeste do Brasil. Campo Grande – MS. Rev. Brasil. Ginecol. Obstet, 2005. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010072032005000800002&script=sci_arttext>. Acesso em: 03 de Dezembro de 2012.

MINISTÉRIO da Saúde.  Doenças Infecciosas e Parasitárias - Guia de Bolso. 8ª Ed. Rev. Brasília: Ministério da Saúde, 2010. Disponível em: <http:// portal.saude.gov.br/portal/.../doen_infecciosas_guia_bolso_8ed.pdf >. Acesso em: 02 de Dezembro de 2012.





  

Introdução a Genética

Por Érica Lima


O nome genética vem do grego “genetikós”, que significa gerar. A genética é a ciência que estuda a transmissão de genes, de geração para geração, assim como  o funcionamento do DNA e do RNA.
Como ciência, ela surgiu em 1990, mas Gregor Mendel já havia publicado anos antes resultados de oito anos de estudos realizados por ele, embora ninguém houvesse dado muita importância, já que na época os cientistas estavam mais preocupados com as teorias evolutivas publicadas por Darwin em seu livro “A origem das espécies”. Anos depois, porém, alguns cientistas chegaram às mesmas conclusões de Mendel, atribuindo a ele todo o sucesso da pesquisa, embora ele já tivesse morrido e mais tarde acabou sendo considerado o pai da genética.
Os estudos de Mendel
Gregor Mendel era um monge austríaco, que nasceu em 1822 em Heinzendorf, na Áustria. Para iniciar a sua pesquisa, ele escolheu trabalhar com as ervilhas, por ser uma planta muito fácil de cultivar, com um ciclo reprodutivo curto e que produz muitas sementes, além de conter uma variedade grande com características de fácil distinção. Por exemplo, a cor das flores, que poderiam ser brancas ou púrpura, o aspecto da semente (lisa ou rugosa), a forma e a cor da vagem, e assim por diante.
Então para dar inicio ao seu estudo, Mendel separou as plantas por características, por exemplo, cor da flor (branca ou roxa), e começou a cruzar essas plantas entre si, notando sempre que as características originadas eram semelhantes entre si. Com essas linhagens de plantas puras, ele começou então a cruzar plantas com características diferentes (plantas com flores brancas cruzando com plantas com flores roxas).


Mendel chamou de geração parental (geração P) o cruzamento das plantas puras entre si. Após vários cruzamentos de plantas com flores brancas e roxas Mendel observou que as proles resultantes tinham somente flores roxas, a essa prole ele deu o nome de geração F1(primeira geração filial) e que as flores brancas “aparentemente” tinham desaparecido. Com essa observação, ele concluiu que a cor roxa dominava a cor branca. Com isso ele chamou o caráter “cor roxa” de dominante e o branco de recessivo.
 


Depois Mendel deixou que as plantas se auto polinizassem, e foi ai que houve a surpresa: a cor branca voltou a aparecer na geração F2 (segunda geração filial), só que em proporção menor, de 3:1. Mendel então concluiu que a cor branca não havia desaparecido, ela simplesmente não havia se manifestado. Tudo isso deu origem a 1 lei de Mendel ou lei da segregação.
Ele também fez experimentos com plantas que diferiam em duas características. Ele cruzou plantas de sementes amarelas lisas com plantas verdes rugosas. A geração resultante desses cruzamentos (F1) eram todas amarelas e lisas. Já na geração F2 surgiram quatro tipos diferentes de plantas: amarelas e lisas, verdes e lisas, amarelas e rugosas e verdes e rugosas, numa proporção de 9:3:3:1, respectivamente, o que o levou a concluir que os fatores determinantes de duas ou mais características segregam-se nos híbridos, distribuído-se independentemente nos gametas (segunda lei de Mendel).


Principais conceitos de Genética
Fenótipo – são as características apresentadas por um indivíduo, sejam elas morfológicas, fisiológicas ou comportamentais.
Genótipo – é o conjunto de genes de um indivíduo, comumente representado pelas letras nosso alfabeto:  AA, Aa, BB, bb.
Cromossomo – filamentos longos presentes no núcleo das células eucarióticas, constituído de DNA e proteínas.
Cromossomos homólogos – cada membro de um par de cromossomos, geneticamente equivalentes, presentes em uma célula diploide, apresentando a mesma sequencia.
Mitose – processo de multiplicação celular que vai dar origem a células filhas idênticas a célula mãe.
Meiose – processo de divisão celular responsável pela formação dos gametas, onde no final, o numero de gametas se reduz a metade.
Estudar e entender genética é muito importante pois é através dela que entendemos como funcionam algumas doenças, graças a ela temos uma visão de mundo diferente, nos preocupando cada vez mais com os agentes ambientais que podem vir a nos atingir, sejam eles radiação ou substâncias químicas, que são capazes de provocar mutações nos genes, que a princípio não são tão significativas, mas a longo prazo elas podem ir se acumulando e dar origem a sérias doenças.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Postado por Érica Lima

03 junho 2013


   A importância da imunização na prevenção de doenças
Por: Any Doésia Alves

Nos últimos tempos, em meio aos grandes avanços observados na área da saúde, a imunização vem crescendo rapidamente em todo o mundo. O desenvolvimento da ciência, microbiologia, farmacologia e da imunologia tem se somado aos estudos de epidemiologia e sociologia, os quais evidenciam o grande impacto que as vacinas têm representado para a sociedade atual, significando um dos principais fatores de promoção de saúde e prevenção de doenças (FEIJÓ; SÁFADI, 2006).

fonte: http://www.aprocura.com.br/importancia-da-vacinacao-infantil.html

A Organização mundial da saúde (OMS) e Organização Pan-americana da saúde (OPAS), instituições internacionais, destacam o efeito globalizado das imunizações, assim como o significado da erradicação de doenças em nível mundial, como no caso da varíola, que teve seu último registro de ocorrência em 1977. Portanto é através de estratégias e metas definidas que a OMS e OPAS apoiam diretamente os países em atividades de vacinação (FEIJÓ; SÁFADI, 2006).

Já no Brasil, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde, desenvolve desde 1971 o PNI – Programa Nacional de Imunização, que tem como finalidade definir normas e estabelecer o calendário básico de vacinação para crianças, adulto e idoso (SILVA). Deste modo, várias ações foram planejadas e sistematizadas em nosso país com a criação de campanhas de vacinação assim como o fornecimento de algumas vacinas gratuitas como: BCG, hepatite B, quádrupla (DTP e HIb), anti-pólio oral e tríplice viral.

Os benefícios com os processos de imunização são sempre satisfatórios. Ao longo do tempo foi evidenciado que através dessa atuação houve redução da mortalidade entre crianças, melhoria da saúde, bem–estar da população, e diminuição dos custos com consultas médicas, tratamentos e internações hospitalares o que garantiu uma boa economia para a sociedade. Portanto, é de fundamental importância que todos os profissionais de saúde assim como as autoridades governamentais e a mídia apoiem, através de educação, conscientização, divulgação e informação, ações que possibilitem que toda população obtenha imunização o que promoverá saúde a todos.

REFERÊNCIAS:

FEIJO, Ricardo Becker;  SAFADI, Marco Aurélio P..Imunizações: três séculos de uma história de sucessos e constantes desafios. Jornal de pediatria. Rio de Janeiro. 2006, vol.82, n.3, suppl., pp. s1-s3. ISSN 0021-7557. Disponível em:< http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572006000400001>. Acesso em: 03 de maio de 2013. 

SILVA, Diogo. A importância da vacinação para a prevenção de doenças. Disponível em:< http://www.ressoar.org.br/dicas_saude_vacinacao.asp>. Acesso em: 03 de maio de 2013.












31 maio 2013


                                    Eventos

Por: Any Doésia 


Julho
  • Monotemático Hepatites Virais


Data: 13 de julho de 2013
Local: Hotel internacional Plaza Al. Santos, 981, São Paulo, SP.
Inscrições no site: www.spfigado.org.br  ou www.apefigado.org.br.
Mais informações e detalhes: http://www.infectologia.org.br.

  • 3º Congresso Brasileiro de HIV/AIDS e Vírus Relacionados.


Data: 25 a 27 de julho de 2013.
Local: Salvador, BA.
Mais informações e detalhes: http://www.aidsinbahia.com.br/


Agosto
  • XLVIII Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical.


Data: 07 a 10 de Agosto de 2013
Local: campo Grande/MS – Brasil
Mais Informações e Detalhes: http://www.sbmt.org.br/site/eventos .

  • IX Congresso da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis.


Data: 18 a 21 de agosto de 2013.
Local: Pestana Bahia Hotel, salvador, BA.
Mais informações e detalhes: www.dstaids2013.com.br

  • 13º Congresso Paulista de Saúde Pública.


Data: 31 de Agosto a 04 de Setembro de 2013.
Local: São Paulo- SP
OBS: Data limite para inscrição online: 20/08 de 2013.

  • III Congresso Piauiense de Saúde Pública.


Data: 13 a 16 de agosto de 2013.
Local: Parnaíba – PI.
Mais informações e detalhes: http://www.deltacientifica.com.br/copisp/

  • XVIII Congresso Brasileiro de Infectologia


Data: 31 a 04 de Agosto de 2013.
Local: Centro de eventos do Ceará- Fortaleza, CE.
Mais informações e detalhes: http://infecto2013.com.br/local-do-evento/.


Setembro
  • 27º Congresso Brasileiro de Microbiologia.


Data: 29 de setembro a 03 de outubro de 2013.
Local: Centro de Convenções de Natal em Natal- RN.
Mais Informações e Detalhes: http://www.sbmicrobiologia.org.br/27cbm/


  • 2º EPBio – Encontro Paraense de Biologia.


Data: 03 a 05 de setembro de2013.
Local: Belém-PA
Mais informações e detalhes: http://www.unama.br/novoportal/epbio/.

  • I Encontro Cientifico e Biológico Sul Maranhense. Vida: Sustentabilidade, Ciência e Consciência.

Data: 12 a 15 de setembro de 2013.
Local: porto franco- MA
Mais informações e detalhes: http://iecbiosulma.zip.net/.

  • XXXVIII Congresso Brasileiro de Limnologia.


Data: 21 a 25 de setembro de 2013.
Local: natal – RN

  • I Seminário Estadual em HTLV


Data: 19 a 22 de setembro de 2013.
Local: Anfiteatro do hospital federal dos servidores do estado do rio de janeiro- RJ.
Mais informações e detalhes: www.seminariohtlvrj.com.br



Outubro
  • XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia e III Encontro de Parasitologia do Mercosul


Data: 22 a 26 de outubro de 2013
Local: Florianópolis / SC
Mais informações e detalhes: http://www.cbparasito.com.br




30 maio 2013



Aspectos Importantes em Parasitologia
Por: Any Doésia Alves Santos


                                                                                                                                      

A parasitologia é a ciência que estuda os parasitas, os seus hospedeiros e a relação entre eles. O estudo dos parasitas abrange os filos Protozoa (unicelulares), Nemathelminthes (vermes redondos), Acanthocephala (vermes arredondados com pseudo fragmentação e proboscídea contida de ganchos), Platyelminthes (vermes achatados) e Artropoda (insetos e ácaros em geral). Destacam-se também o parasitismo por fungos, bactérias, vírus e até mesmo por plantas (holoparasita e hemiparasita). Os parasitos são chamados de ectoparasitas, quando vivem presos a superfície externa de seus hospedeiros, como exemplo dos piolhos e carrapatos. Podendo ser chamados também de endoparasitas, quando vivem dentro de seus hospedeiros, exemplo: Trypanossoma cruzy, Taenia solium e T.saginata (NEVES, 2005).

carrapatos: ectoparasitas de animais e do homem
fonte: http://www.agrodefesa.go.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=382%3A-hora-do-controle-estrategico-do-carrapato&catid=46%3Arecentes&Itemid=1

O parasitismo é a associação entre os seres vivos onde apenas um é beneficiado, ou seja, o parasita retira de outro ser vivo todo alimento e abrigo necessários para sua sobrevivência. Entretanto, muitos desses agentes vivem vários anos em função do hospedeiro sem lhes causar grandes prejuízos, essa associação tende para o equilíbrio, pois a morte do hospedeiro é prejudicial para o parasita, o qual raramente o levará a morte. Contudo, existem elementos que fazem com que essa situação de equilíbrio se altere, trazendo assim prejuízos para o hospedeiro, dentre estes, se destacam as mudanças no meio ambiente, aumento populacional e péssimas condições de higiene e alimentação, meios dos quais propiciam circunstancias favoráveis no aumento do número de parasitas e vetores, junto a uma população suscetível. (NEVES, 2005).
Deste modo, vale ressaltar que uma doença parasitaria não é somente causa única e exclusiva do agente etiológico, estando também relacionada com níveis sociais, econômicos e culturais, ou seja, com a qualidade de vida de uma população. Portanto, para que uma doença parasitaria ocorra, são necessários alguns fatores essenciais tanto ao parasita quanto ao hospedeiro. Os fatores inerentes ao parasita são: números de agentes infectantes, tamanho do parasita, localização no hospedeiro, virulência, metabolismo e etc. Enquanto que os fatores inerentes ao hospedeiro são: idade, ocorrência de outras enfermidades, condição nutricional, uso de outros medicamentos, hábitos e costumes, grau de resposta imune e etc.(CIMERMAN, 2005).
Para que um parasita consiga sobreviver e se multiplicar, é necessário uma relação de patogenicidade do parasita e resistência do hospedeiro. Sendo assim, existe uma série de medidas que devem ser tomadas para impedir a transmissão das parasitoses, conhecidas como medidas profiláticas, dentre as quais podem ser: a análise clínica, epidemiológica e laboratorial, desinfecção e esterilização de objetos, higienização pessoal, de alimentos, da água, dos ambientes domiciliares e coletivos, dentre outras medidas (NEVES, 2005).
Nesse sentido, o estudo da parasitologia é importante, pois abrange o conhecimento dos diversos tipos de parasitas, seus ciclos de vida e meios de transmissão, abordando principalmente as diversas doenças causadas por esses agentes, suas formas de controle, prevenção e diagnóstico.
Vale ressaltar também, que é importante o fortalecimento em ações de políticas governamentais que atuam como principais responsáveis por manter a qualidade da saúde da população brasileira, como das escolas, que através de projetos de educação em saúde transmitem informações as crianças e adolescentes mostrando o quanto é importante conhecer as doenças infecciosas e parasitárias (DIPs), das instituições de saúde, tais como: hospitais, secretárias de saúde, PSF (Programa de Saúde da Família) e outros, que disponibilizam a vacinação e também o tratamento adequado para muitas doenças, dos sistemas de saneamento básico municipal que colaboram através da higienização de bairros, ruas, lagos, rios, ou seja, de todos os ambientes da cidade evitando o acumulo de lixos que geralmente agem como abrigos de muitos vetores transmissores de doenças. E por fim, é importante destacar sobre o papel de cada cidadão, de sempre ter a conscientização ao adotar medidas preventivas como melhor forma de minimização e possível erradicação das DIPs, contribuindo dessa forma para o progresso na promoção de saúde.

REFERÊNCIAS:

CARVALHO, Clecilene Gomes. Parasitoses, Ainda, um Grande Problema de Saúde Pública, 2011. Disponível em:<http://www.webartigos.com/saude-e-beleza/>.Acesso em: 04 de Abril de 2012.

CIMERMAN, Benjamin; CIMERMAN, Sérgio. Parasitologia Humana e Seus Fundamentos Gerais-2°. ed.-São Paulo: Editora Atheneu, 2005.

NEVES, David Pereira. Parasitologia Humana-11°. ed.-São Paulo: Editora Atheneu, 2005.